Notícias


Home
A AMiHAP
Importante
Documentos
Sobre a HAP
Palavra de Doutor
Contato
Depoimentos
Notícias
Passo a Passo

Escolha a notícia que você deseja ler:

Protocolo Federal sobre HAP está em consulta pública

Minas inicia a distribuição de vacinas contra Influenza A

Pacientes de HAP serão vacinados contra gripe suína (H1N1)

SUS amplia tratamento gratuito de doenças

Encontro de Pacientes em São Paulo

Novembro: Mês de Conscientização da HAP

Enfim Minas tem o protocolo de tratamento da HAP publicado

Presidente do STF decide ação sobre fornecimento de remédios de alto custo

HAP X Influenza A (H1N1) Gripe Suína

Protocolo para tratamento da HAP

"Toda pessoa tem direito à vida

1º Seminário Mineiro sobre HAP

Assembléia Geral Ordinária

Médicos e Associação cobram tratamento para hipertensão pulmonar

 

 

 


 

Protocolo Federal sobre HAP está em consulta pública

Fonte: www.hipertensaopulmonar.com.br

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) está em consulta pública até o dia 30 de março no site do Ministério da Saúde. Durante este período, todos os pacientes, individualmente ou por associações representativas, podem se manifestar criticamente ao documento.

Os protocolos definem como cada doença deve ser tratada pelo SUS, desde o diagnóstico até o tratamento, e garante acesso gratuito aos medicamentos contemplados em tal documento.

Na contramão das práticas internacionais e desconsiderando as indicações de tratamento dos principais especialistas no manejo da doença no país e no mundo, este Protocolo de HAP do Ministério da Saúde não considera todos os medicamentos regulamentados no Brasil para esta doença, o que na prática poderá prejudicar o acesso ao tratamento adequado de muitos portadores de HAP.

A consulta pública é um dispositivo legítimo das sociedades democráticas, pois permite aos cidadãos e sociedade em geral a exposição crítica de sua opinião. Ao se manifestarem nesta consulta pública, os portadores de HAP e seus familiares poderão reverter situações que discordam por não promoverem benefícios integrais aos envolvidos.

As manifestações devem ser encaminhadas para o seguinte endereço eletrônico: pcdt.consulta2010@saude.gov.br – especificando o número da Consulta Pública (nº 8) e o nome do Protocolo no título da mensagem.

 

Para ter acesso ao protocolo na integra clique aqui.

 

 

Volta ao Início

 


 

Minas inicia a distribuição de vacinas contra Influenza A

Começou nesta semana a distribuição de vacinas contra a Influenza A (H1N1). Cerca de 230 mil doses foram encaminhadas para as 28 Gerências Regionais de Saúde (GRS) para imunizar, a partir do dia 08 de março, profissionais de saúde e a população indígena do Estado.

Os municípios vão definir como será feita a vacinação para médicos, enfermeiros entre outros técnicos da saúde, sendo que primeiramente devem ser imunizados os trabalhadores da Atenção Básica, ou seja, aqueles que atendem em Unidades Básicas de Saúde (UBS). Quanto aos indígenas, a vacinação será feita por técnicos da Funasa. “É precis

o destacar que o objetivo dessa campanha não é impedir a circulação do vírus, já que ele circula em 209 países desde o ano passado. A intenção é evitar que as pessoas adoeçam, bem como a ocorrência de óbitos”, ressaltou a coordenadora de imunização da Secretaria de Estado de Saúde, Tânia Brant. Ao todo, aproximadamente 9,3 milhões de pessoas serão vacinadas em Minas Gerais.

Os grupos prioritários foram definidos pelo Ministério da Saúde, em parceria com sociedades científicas, Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB), Associação Brasileira de Enfermagem (ABEN), Conselhos de Secretários Estaduais (CONASS) e Municipais (CONASEMS) de Saúde e o Grupo Assessor do Programa Nacional de Imunizações. Entre os trabalhadores que receberão a vacina estão médicos, enfermeiros, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam na investigação epidemiológica.

Etapas

A segunda etapa, entre 22 de março e 2 de abril, abrangerá grávidas em qualquer período de gestação, bem como crianças de 6 meses a 2 anos que devem receber meia dose da vacina e, depois de 21 dias, tomarão a outra meia dose.  Nesta fase, também serão imunizadas as pessoas com problemas crônicos, exceto idosos, que serão chamados posteriormente. Na lista dessas doenças entram problemas do coração, pulmão, fígado, rins e sangue; diabéticos, pessoas com debilitação do sistema imunológico e obesos grau 3 - os antigos obesos mórbidos. 

Adultos de 20 a 29 anos são o público-alvo da terceira fase, que vai de 5 a 23 de abril. A quarta fase, de 24 de abril a 7 de maio, coincide com a campanha anual de vacinação contra a gripe comum. Nesse período, os idosos serão imunizados para a influenza sazonal, como todos os anos. Se tiverem doenças crônicas, receberão também a vacina contra a gripe pandêmica. A estratégia foi elaborada de forma que a população dessa faixa etária se dirija aos locais de vacinação apenas uma vez.

A quinta e última etapa compreende o grupo formado pela faixa etária de 30 a 39 anos, com a vacinação ocorrendo entre 10 a 21 de maio. A vacina é contra-indicada em casos de alergia grave às proteínas do ovo ou a outro item de sua composição . Em caso de dúvida, o paciente deve avaliar junto ao médico a indicação para ser imunizado.

Volta ao Início

 


Veja o calendário de vacinação contra a gripe A no Brasil

Fonte: Folha Online

O Ministério da Saúde anunciou hoje o cronograma de imunização contra a gripe suína (H1N1) e investimentos contra a segunda onda da doença. Serão 83 milhões de doses da vacina. A estimativa do governo é imunizar 62 milhões de brasileiros.

Haverá quatro etapas de vacinação, de 8 de março a 7 de maio. Caso ocorram alterações na situação epidemiológica ou na disponibilidade da vacina, outros grupos poderão ser vacinados numa quinta etapa.

Datas

A primeira fase da vacinação, de 8 a 19 de março, imunizará os trabalhadores da rede de atenção à saúde e profissionais envolvidos na resposta à pandemia e a população indígena. Entre os trabalhadores, estão médicos, enfermeiros, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam na investigação epidemiológica. A vacinação dos indígenas abrangerá a totalidade da população que vive em aldeias e será realizada em parceria com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde).

A segunda etapa, entre 22 de março e 2 de abril, abrangerá grávidas em qualquer período de gestação, pessoas com problemas crônicos (exceto idosos, que serão chamados posteriormente) e crianças de seis meses a dois anos. Na lista, entram doenças do coração, pulmão, fígado, rins e sangue; diabéticos, pessoas com debilitação do sistema imunológico e obesos grau 3 --os antigos obesos mórbidos. As gestantes começam a ser imunizadas nesse período e poderão tomar a vacina em qualquer outra etapa.

As crianças de 6 meses a 2 anos devem receber meia dose da vacina e, depois de 21 dias, poderão tomar a outra meia dose.

Adultos de 20 a 29 anos são o público-alvo da terceira fase, que vai de 5 a 23 de abril. A quarta e última etapa, de 24 de abril a 7 de maio, coincide com a campanha anual de vacinação contra a gripe comum. Nesse período, os idosos serão imunizados para a influenza sazonal, como todos os anos. Se tiverem doenças crônicas, receberão também a vacina contra a gripe pandêmica. A estratégia foi elaborada de forma que a população dessa faixa etária se dirija aos locais de vacinação apenas uma vez.

Veja a lista de doenças crônicas

  • Obesidade grau 3 - antiga obesidade mórbida (crianças; adolescentes e adultos);
    Doenças respiratórias crônicas desde a infância (exemplos: fibrose cística, displasia broncopulmonar);
  • Asmáticos (formas graves);
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças crônicas com insuficiência respiratória;
  • Doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (exemplo: distrofia neuromuscular);
  • Imunodeprimidos (exemplos: pacientes em tratamento para aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico);
    Diabetes mellitus;
  • Doença hepática (exemplos: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral);
    Doença renal (exemplo: insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes com diálise);
  • Doença hematológica (hemoglobinopatias);
  • Pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (exemplos: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki);
  • Portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca;
  • Portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica (exemplos: hipertensão arterial pulmonar, valvulopatias, cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular).

Fonte: Ministério da Saúde

Volta ao Início


SUS amplia tratamento gratuito de doenças


Medida inclui a incorporação de 18 medicamentos. Mais três enfermidades serão tratadas e outras 28 terão assistência ampliada na rede pública de saúde

Pela primeira vez, três novas doenças serão tratadas no Sistema Único de Saúde (SUS). As pessoas com hipertensão arterial pulmonar, artrite psoriática (dor nas articulações) e púrpura trombocitopênica (doença sanguínea) terão acesso a assistência ambulatorial na rede pública de saúde, desde os estágios iniciais até os mais avançados das enfermidades (veja quadro sobre as doenças). O tratamento dessas doenças é feito com 17 fármacos, sendo que dois nunca haviam sido oferecidos no SUS. Os outros 15 já eram ofertados, mas eram usados para o tratamento de outros problemas de saúde. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União nesta semana.

Outras 28 doenças terão o tratamento ampliado no SUS (veja quadro no fim do texto), por meio de 100 novas indicações de medicamentos. Desse total, 14 são incorporações de novos medicamentos, nunca antes oferecidos pelo SUS. Os outros 86 já eram utilizados para outras doenças na rede pública de saúde.
Os medicamentos serão oferecidos para as pessoas com diagnóstico confirmado conforme as recomendações dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde. Até o fim deste ano, sob coordenação do Ministério e em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, especialistas revisarão todos os 53 protocolos já publicados e elaborarão outros 26, totalizando 79 diretrizes para garantir o tratamento seguro e eficaz da população em toda a rede do SUS.

CUIDADO INTEGRAL - O diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do MS, José Miguel do Nascimento Júnior, explica que, com a ampliação do tratamento medicamentoso dessas 28 enfermidades, uma lista de 79 doenças (veja quadro) que demandam cuidados especiais receberá atenção integral no SUS, com remédios tanto para as fases iniciais de tratamento quanto para as intermediárias e avançadas. “Queremos garantir à população a integralidade dos tratamentos na forma de linhas de cuidado. Em muitos casos, embora o SUS oferecesse medicamentos, havia lacunas em determinadas fases evolutivas da doença”, diz Nascimento.

Os portadores de epilepsia com crise parcial, por exemplo, contavam com três opções de tratamento, todas voltadas para a fase mais avançada da doença. Agora, eles poderão ser tratados com nove fármacos, o que permite a assistência também no início dos sintomas. Para tratar a osteoporose, o SUS ofertava os medicamentos para os estágios mais avançados da doença. Agora, os municípios deverão oferecer também o tratamento básico, disponibilizando carbonato de cálcio com a vitamina D. A osteoporose acomete, principalmente, mulheres acima de 50 anos de idade e, para a prevenção de fraturas e melhora da qualidade de vida, é fundamental a oferta desses medicamentos pelo SUS.

No caso da esquizofrenia, o SUS oferecia medicamentos para o tratamento da fase inicial da doença, por meio dos antipsicóticos típicos, mas a oferta deles também não era obrigatória por parte dos municípios. A partir de agora, para garantir a integralidade do tratamento dessa doença, os municípios deverão disponibilizá-los. Além disso, quando os pacientes apresentarem intolerância a esses medicamentos, o Ministério da Saúde manterá o financiamento da assistência com antipsicóticos atípicos (segunda linha de tratamento, quando a primeira não apresenta resultado).

A ampliação da cobertura considerou o aumento das evidências científicas sobre os medicamentos nos últimos anos e o fato de essas doenças requererem cuidados específicos em todas as fases de tratamento.
Para permitir o cuidado de todas as fases das doenças no SUS, as portarias publicadas nesta semana eliminaram o conceito de medicamentos excepcionais, relacionados aos fármacos mais caros. A definição agora é de medicamentos voltados para a atenção integral. O nome muda de Componente de Medicamentos de Dispensação Excepcional para Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. “A preocupação do SUS não é categorizar os medicamentos pelo seu preço, mas oferecer toda a linha de cuidado para os portadores dessas doenças, tanto na assistência primária quanto nos procedimentos mais complexos”, observa Nascimento.

FINANCIAMENTO – As mudanças são possíveis graças à ampliação em R$ 326,8 milhões no financiamento dos fármacos utilizados nas fases iniciais de tratamento das doenças. Haverá o aumento de R$ 4,10 para R$ 5,10 por habitante ao ano no valor repassado pelo Ministério da Saúde aos municípios para essa aquisição. Estados e municípios, por sua vez, aumentarão de R$ 1,50 para R$ 1,86 no recurso voltado para esse mesmo fim.

Para a aquisição dos medicamentos para as fases intermediárias e avançadas das doenças – fármacos que integram o Componente Especializado da Assistência Farmacêutica –, o Ministério da Saúde realocará R$ 250 milhões ao ano, oriundos da economia de dinheiro por meio da compra centralizada. O MS aumentará esse tipo de aquisição de 13 para 38 medicamentos - que são os mais caros.


INSUMOS PARA DIABETES - Além disso, as mudanças ampliam em R$ 76 milhões o recurso anual para a compra de insumos para o tratamento de diabetes. Os estados e municípios aumentarão de R$ 0,30 para R$ 0,50 no valor para a aquisição de tiras reagentes para medida de glicemia capilar e seringas com agulha acoplada para a aplicação de insulina, entre outros insumos.

FONTE: http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=10895
 

Volta ao Início

 


 

Associação Paulista ABRAF promove encontro de pacientes, familiares e lideres de Associações que lidam com HAP

 

A AMiHAP esteve presente no encontro promovido pela paulistana ABRAF - Associação Brasileira de Familiares e Amigos de Portadores de Hipertensão Pulmonar, no dia 14 de novembro de 2009, no Hotel Golden Tulip, em São Paulo. Estiveram presente além de pacientes, familiares e médicos os lideres de outras Associações, como a AGHAP - Associação Gaúcha de Hipertensão Arterial Pulmonar e a ACAHP - Associação Campinense de Hipertensão Pulmonar. Foram discutidos temas referentes a saúde e qualidade de vida dos pacientes, tratamentos e a necessidade de criação de um protocolo nacional para o manejo da HAP.

Volta ao Início


Novembro: mês de Conscientização da HAP

Pensando na luta dos pacientes com HAP, familiares e amigos de portadores estarão juntos com o objetivo de sensibilizar outras pessoas através da divulgação das histórias de superação vividas por inúmeros pacientes que hoje estão em tratamento no Brasil. A PHA (Pulmonary Hipertension Association), associação americana de pacientes, uma das mais atuantes no mundo, escolheu novembro como o mês de conscientização sobre a hipertensão pulmonar. O objetivo desta iniciativa é unir forças mundialmente de todas as instituições e personalidades envolvidas com a conscientização da doença e divulgar os sintomas, prognóstico e tratamento da HAP para a população em geral.

No Brasil, o encontro da Associação Brasileira de Amigos e Familiares de Portadores de Hipertensão Arterial Pulmonar (ABRAF), que acontece no dia 14 de novembro, faz parte deste movimento de conscientização da HAP. “A ABRAF foi contemplada com o Seed Grant Fund, um fundo especial destinado a associações do mundo todo, que apresentam um projeto coerente e sólido em prol da divulgação da HAP. Essa verba será utilizada para realizarmos ações de divulgação da HAP no país”, comemora Paula Menezes, a diretora de Relações Internacionais da ABRAF.

Várias associações de pacientes estão organizando ações de divulgação da HAP em seus estados. No Rio Grande do Sul, há previsão de realizarem um evento de mobilização e distribuição de folhetos com informações sobre a doença, mas a data ainda não está definida. Em Minas Gerais, a ideia é que seja feita uma panfletagem em vias públicas no dia 15. “Queremos promover uma mobilização pública para conscientizar a população mineira sobre a hipertensão pulmonar. Se tudo der certo, a AMIHAP irá às ruas para divulgar e informar a população sobre esta doença”, conta Rodrigo Luciano Vilaça, presidente da Associação Mineira de Hipertensão Arterial Pulmonar (AMIHAP).

A Associação Campinense de HAP (ACAPH), da Paraíba, pretende promover um dia de divulgação da doença na Praça da Bandeira, um lugar bastante movimentado em Campina Grande. A Associação Brasileira de Esclerose Sistêmica (ABRAPES) vai organizar uma caminhada pela Conscientização da HAP no fim de novembro e montar uma barraca com informações sobre a doença na Praça do Rosário, em Campinas-SP. “No mês passado, fizemos uma caminhada no Lago do Taquaral, um dos mais importantes da cidade, e fomos entregando cartões informativos. Houve um retorno acima do esperado, por isso, pretendemos fazer algo sobre a HAP este mês. Toda divulgação é muito válida. Ficar calado é o que não vale a pena”, incentiva Maria do Rosário Mauger , presidente da ABRAPES.

 

 

Fonte: http://www.hipertensaopulmonar.com.br/

Volta ao Início

 

 


Enfim Minas tem o protocolo de tratamento da HAP publicado

Foi publicado no dia 13 de outubro de 2009 o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para a utilização do Sildenafil e Bosentana no tratamento de portadores da Hipertensão Arterial Pulmonar no âmbito do estado de Minas gerais.

Depois de muita luta a AMiHAP e os Médicos de Minas comemoram a publicação do protocolo de tratamento da hipertensão pulmonar no Estado.

Para conferir o texto aprovado acesse: http://www.saude.mg.gov.br/atos_normativos/resolucoes/2009/resolucao_2055.pdf

Agradecemos a todos que participaram dessa luta: médicos, amigos, parceiros e a SESMG pela confiança em nosso trabalho.

Agora inicia-se uma nova fase.

 

Volta ao Início

 


 

Presidente do STF decide ação sobre fornecimento de remédios com subsídios da audiência pública sobre saúde
 

Fonte: Site do STF (www.stf.gov.br)
Data: 19 de Setembro de 2009

Com base em informações coletadas na audiência pública sobre saúde, realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, entendeu que medicamentos requeridos para tratamento de saúde devem ser fornecidos pelo Estado. Esta é a primeira vez que o Supremo utiliza subsídios da audiência para fixar orientações sobre a questão.

Os dados foram utilizados na análise de Suspensões de Tutela Antecipada (STAs). As STAs 175 e 178 foram formuladas, respectivamente, pela União e pelo município de Fortaleza para a suspensão de ato do Tribunal Regional Federal da 5ª Região que determinou à União, ao Estado do Ceará e ao município de Fortaleza o fornecimento do medicamento denominado Zavesca (Miglustat), em favor de C.A.C.N.

Já na STA 244, o estado do Paraná pediu a suspensão da decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, que determinou o fornecimento do medicamento Naglazyme (Galsulfase) por tempo indeterminado.

Decisão

Após ouvir os depoimentos prestados na audiência pública convocada pela Presidência do STF para a participação dos diversos setores da sociedade envolvidos no tema, o ministro Gilmar Mendes entendeu ser necessário redimensionar a questão da judicialização do direito à saúde no Brasil. Para isso, destacou pontos fundamentais a serem observados na apreciação judicial das demandas de saúde, na tentativa de construir critérios ou parâmetros de decisão.

Segundo o ministro, deve ser considerada a existência, ou não, de política estatal que abranja a prestação de saúde pleiteada pela parte. Para ele, ao deferir uma prestação de saúde incluída entre as políticas sociais e econômicas formuladas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Judiciário não está criando política pública, mas apenas determinando o seu cumprimento. “Nesses casos, a existência de um direito subjetivo público a determinada política pública de saúde parece ser evidente”, entendeu Mendes.

De acordo com o presidente do STF, “se a prestação de saúde pleiteada não estiver entre as políticas do SUS, é imprescindível distinguir se a não prestação decorre de uma omissão legislativa ou administrativa, de uma decisão administrativa de não fornecê-la ou de uma vedação legal à sua dispensação”. Ele observou a necessidade de registro do medicamento na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), além da exigência de exame judicial das razões que levaram o SUS a não fornecer a prestação desejada.

Tratamento diverso do SUS

O ministro salientou que obrigar a rede pública a financiar toda e qualquer ação e prestação de saúde geraria grave lesão à ordem administrativa e levaria ao comprometimento do SUS, “de modo a prejudicar ainda mais o atendimento médico da parcela da população mais necessitada”. Dessa forma, ele considerou que deverá ser privilegiado o tratamento fornecido pelo SUS em detrimento de opção diversa escolhida pelo paciente, “sempre que não for comprovada a ineficácia ou a impropriedade da política de saúde existente”.

Entretanto, o presidente destacou que essa conclusão não afasta a possibilidade de o Poder Judiciário, ou a própria Administração, decidir que medida diferente da custeada pelo SUS deve ser fornecida a determinada pessoa que, por razões específicas do seu organismo, comprove que o tratamento fornecido não é eficaz no seu caso. “Inclusive, como ressaltado pelo próprio Ministro da Saúde na Audiência Pública, há necessidade de revisão periódica dos protocolos existentes e de elaboração de novos protocolos. Assim, não se pode afirmar que os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do SUS são inquestionáveis, o que permite sua contestação judicial”, finalizou.

Conclusão

A partir dessas considerações e ao verificar que o medicamento está registrado na ANVISA, o ministro Gilmar Mendes concluiu que, nos casos em questão, as provas juntadas atestam que os medicamentos são necessários para o tratamento das respectivas patologias. Na hipótese específica da STA 244, Mendes afirmou que “a terapia de reposição enzimática (Naglazyne) constitui o único tratamento eficaz para a doença, e é o único tratamento que pode salvar o paciente de complicações graves”.

De acordo com ele, os entes federados não teriam comprovado ocorrência de grave lesão à ordem, à saúde e à economia públicas capaz de justificar a excepcionalidade da suspensão de tutela.

 

Volta ao Início

 


HAP X Influenza A (H1N1)Gripe Suína

 

Nesta época de surto da gripe Influenza A (vírus H1N1), mais conhecida como gripe suína, todos devem ficar atentos às medidas de prevenção. No caso dos portadores de doenças pulmonares ou cardiovasculares, como é o caso da HAP, existe a possibilidade de agravamento da doença, no entanto, não há cuidados especiais a serem adotados, além dos divulgados pelo Ministério da Saúde.

Dessa forma, os pacientes de HAP devem evitar ambientes fechados com muitas pessoas, contato com aquelas que estiverem com sintomas de gripe ou casos confirmados de contágio pelo vírus H1N1.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) orienta as pessoas que apresentarem os principais sintomas – febre alta (mais de 38º C), dores musculares e nas articulações, tosse, cansaço e falta de ar – a procurarem o médico imediatamente. No caso dos portadores de HAP, devem procurar o centro de tratamento onde fazem o acompanhamento regular.

Dra. Jaquelina Ota (vice-presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia e pneumologista responsável pelo ambulatório de HAP da UNIFESP) alerta que:“A eficácia das mascaras faciais na prevenção da transmissão do vírus H1N1 não é conhecida, porém ela deve ser considerada entre os indivíduos com risco alto de complicações da gripe, como no caso dos portadores de HAP, quando não puderem evitar ambientes fechados e com muitas pessoas como, por exemplo, em uma viagem aérea”,

Recomendações do Ministério da Saúde:

  • Evitar locais com aglomeração de pessoas;
  • Evitar o contato direto com pessoas doentes;
  • Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável;
  • Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
  • Evitar tocar olhos, nariz ou boca;
  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão;
  • Não usar medicamentos sem orientação médica.
  • Tenha uma alimentação saudável;
  • Beba bastante água durante o dia;

 

Volta ao Início

 

Protocolo para tratamento da HAP

Foi publicando nesta semana, dia 28 de Julho para consulta pública o protocolo de tratamento e dispensação de medicamentos para Hipertensão Arterial Pulmonar. Confiram no link: http://www.saude.mg.gov.br/atos_normativos/consulta-publica/2009/ .

A AMIHAP recebe esta notícia com muita alegria, pois são três anos de luta dedicados a este fim.


Volta ao Início

 

"Toda pessoa tem direito à vida
Artigo III da Declaração Universal dos Direitos Humanos
 

Iniciou no dia 14 de Abril a Campanha Nacional de Conscientização da Hipertensão Arterial Pulmonar.

A Campanha Nacional de Conscientização da Hipertensão Pulmonar nasceu da necessidade e do desejo de vários portadores da doença, amigos e familiares, e de médicos comprometidos com a qualidade de vida de seus pacientes, de realizar uma ação conjunta com o objetivo de mostrar que, tratado com medicação específica, qualquer portador da HAP pode ter vida social, profissional e ser feliz.  Acreditamos que em breve as pesquisas científicas encontrem a tão sonhadora cura para essa doença crônica e altamente progressiva. E também temos a esperança de que todos os brasileiros portadores da HAP sejam assistidos como já ocorre em mais de trinta países do mundo que zelam por seus cidadãos.

"(...) estas pessoas (pacientes de HAP), mesmo as mais jovens, dispuseram-se a lutar, a enfrentar o desafio. E o fizeram com fé e confiança, ajudados pelos profissionais que os tratam. Neste sentido, estão nos dando um verdadeiro presente. Estão nos mostrando a importância de enfrentarmos nossas limitações, seja de que ordem forem."

Trecho do prefácio do médico e escritor Moacyr Scliar para "Um Drible na HAP - Relatos de quem
vive com uma doença crônica e sem cura" (2006
)

 

Para saber mais acesse o link www.hapnobrasil.com.br

 

Volta ao Início

 

 
 
 

ACONTECEU COM MUITA ALEGRIA

No dia 12 de dezembro, sexta-feira no auditório do CREA-MG aconteceu o 1º Seminário Mineiro sobre Hipertensão Arterial pulmonar que contou com presenças importantes do meio médico como Dr. Ricardo de Amorim, diretor do Hospital das Clinicas, Dr. Henrique Timo diretor do Hospital Julia Kubistchek, Frei Mário Taurinho, Prior dos frades Dominicanos do Estado de Minas Gerais, a vereadora e amiga Ana Paschoal e o representante da SES/MG (Secretaria Estadual de Saúde de MG) Coordenador do Núcleo de Doenças Complexas Dr. Carlos Dalton Machado.

A abertura e a primeira palestra da noite foi conduzida pelo presidente da AMiHAP, Rodrigo Luciano que mostrou um resumo sobre a Associação Mineira de Hipertensão Arterial Pulmonar desde a sua fundação. Em sua fala Rodrigo pontuou os objetivos da Associação, as conquistas, os projetos que estão em andamento, sendo o principal deles a implantação de um Protocolo de Tratamento e dispensação de medicamentos para tratar a HAP no Estado de Minas Gerais e os projetos futuros da AMiHAP.

Logo em seguida foi formada a mesa médica coordenada pelo Dr. Renato Maciel, Coordenador da Comissão de Circulação Pulmonar, e tendo como convidados palestrantes o Dr. Frederico Thadeu Assis F. Campos, Pneumologista especialista em Hipertensão Pulmonar e Vice-presidente da Sociedade Mineira de Pneumologia e Cirurgia Torácica e a Dra. Jaquelina Sonoe Ota Araraki Médica especialista em Hipertensão Pulmonar e Vice-presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

Dr. Renato Maciel destacou a qualidade profissional e o comprometimento dos dois palestrantes convidados ao lidar com a Hipertensão Pulmonar.

Em sua palestra o Dr. Frederico Thadeu  trouxe ao conhecimento de todos os presentes informações sobre a fisiopatologia, o diagnóstico, a classificação e o tratamento da Hipertensão Arterial Pulmonar. Falou sobre o exame de cateterismo cardíaco que é o padrão ouro do diagnóstico da HAP. Além de abordar todo o cuidado e critério que um médico deve seguir para diagnosticar a HAP e indicar o tratamento adequado. Ao final, visivelmente emocionado lembrou do nosso amigo Wilton Rodrigues que foi o primeiro presidente da AMiHAP mas que infelizmente veio a falecer. Sua palestra foi uma verdadeira aula sobre HAP.

Em seguida, Dra. Jaquelina Ota assumiu o microfone e nos brindou com uma excelente palestra sobre o quadro da HAP no Brasil. Demonstrou em uma linha do tempo o quanto vem evoluindo os estudos sobre Hipertensão Pulmonar. Pontuou o que seria o ideal para um Centro de Referencia no tratamento da HAP; demonstrou também como está o registro da HP no Brasil, destacando o site que foi criado pela Sociedade Brasileira de Pneumologia para cadastrar os pacientes. Levantou o problema da Esquistossomose que é grave no Brasil e a forma como essa doença social vem causando danos e evoluindo para uma Hipertensão Arterial Pulmonar em muitas pessoas. Dra. Jaquelina também listou alguns pontos judiciais para trazer a luz o direito dos pacientes em serem tratados e medicados. Ao final disse que ainda há muito trabalho a fazer e que apesar da HAP ser uma síndrome subdiagnosticada e grave, ao ser descoberta mais rapidamente tem uma grande chance de ter um tratamento eficaz e os pacientes ganharem muito em qualidade de vida.

Ao final das exposições médicas foi formada a mesa jurídica coordenada pelo Vice-presidente da AMiHAP, Celso Francisco e completa pelo Dr. Marco Aurélio Pimenta, advogado e conselheiro Jurídico da AMiHAP e pela Promotora Dra. Josely Ramos Pontes representante do Ministério Público de Minas Gerais e Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde de Belo Horizonte.

Para iniciar os trabalhos Celso destacou a importância deste seminário e o quanto a AMiHAP tem lutado para garantir o direito dos pacientes. O Dr. Marco Aurélio nos colocou a par do seu dia-a-dia de trabalho com a ações e o convívio com os pacientes. Ressaltou o desgaste psicológico que uma ação judicial gera e a responsabilidade do Estado em garantir o direito aos portadores de HAP.

Em seguida a Promotora Dra. Josely Ramos cobrou uma postura do Estado em normalizar a situação da HAP. Falou da importância do protocolo de tratamento e dispensação de medicamentos e pontuou os deveres e os direitos dos pacientes. Em sua fala, Dra. Josely destacou que tem em mãos a possibilidade de implantar uma nota técnica obrigando o Estado a implantar o protocolo de tratamento pois, neste ato passa a ser direito adquirido do portador de HAP o tratamento e o recebimento gratuito dos medicamentos. Ela citou os problemas que vem acontecendo no Brasil em ralação aos laboratórios que cobram caro pelos remédios e que acabam envolvidos em corrupção em vários estados, no entanto, ela mesma fez questão de frisar que não é o caso da HAP. Sempre apaixonada pelo que faz Dra. Josely trouxe em sua reflexão uma frase forte e de destaque: "será que vai ser necessário um famoso ser acometido de HAP para que o Ministério da Saúde olhe para essa síndrome com dignidade?".

Para finalizar formou-se uma mesa única de debates juntando os médicos com os juristas, onde eles puderem trocar informações e responder as questões do público que estava ávidos por questionar. Além de depoimentos emocionados que nos fizeram perceber ainda mais a importância deste evento e do trabalho da AMiHAP.

  

Ao final do Seminário recebemos uma grande noticia. Pois ao se questionar quando será implantado o protocolo de tratamento e dispensação de medicamentos no Estado de Minas Gerais, a mesa rebateu a pergunta para o representante do Estado Dr. Carlos Dalton Machado que disse que o processo de implantação já está quase pronto, faltando apenas alguns detalhes e que ele acredita que em Fevereiro de 2009 o protocolo já será publicado.

O 1º seminário Mineiro sobre Hipertensão Arterial Pulmonar foi um sucesso. Informou, trouxe a luz certos pontos ainda obscuros para todos sobre a HAP e ainda nos deu a oportunidade de nos reunirmos, nos abraçarmos e nos fortalecermos ainda mais.

 

Volta ao Início

Edital – Assembléia Geral Ordinária

A Associação Mineira de Hipertensão Arterial Pulmonar – AMIHAP com CNPJ sob o nº 08304349/0001-29, convoca todos os seus associados para participarem da Assembléia Geral Ordinária, que será realizada no dia 22 de Novembro de 2008, às 09h:00min, em primeira convocação , e às 10h00min, em segunda e última convocação, no endereço: Rua Jacuí, 260, Bairro Floresta, para discutir e deliberar acerca da seguinte Ordem do Dia:

1.      Eleição dos membros da Diretoria e Conselho Fiscal para os próximos biênio 2008/2010, conforme prevê o artigo Art. 25 do Estatuto da Associação.

Belo Horizonte (MG), 05 de Novembro de 2008.

 

Volta ao Início

Primeiro encontro de 2008 da AMiHAP.

Ocorreu dia 16 de agosto deste ano um encontro dos membros da AMiHAP. Muita conversa boa, churrasco e troca de informações. Se você perdeu, fique atento pois em breve haverá outro e a sua presença é fundamental para nós.

Abraços a todos.

Volta ao Início

 

Médicos e Associação cobram tratamento para hipertensão pulmonar

Especialistas e representantes do Ministério Público cobraram, durante a reunião conjunta das Comissões de Saúde e de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais desta quarta-feira (2/7/08), a urgente normatização de protocolos de atendimento a pacientes de hipertensão arterial pulmonar por parte da Secretaria de Estado de Saúde (SES). A reunião debateu a situação desses pacientes e colheu sugestões para melhorias na rede de saúde no que se refere à efetividade dos diagnósticos e tratamento da doença. O requerimento que solicitou a reunião foi de autoria do deputado Durval Ângelo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos a pedido a Associação Mineira de Hipertensão Pulmonar -  AMiHAP, devidamente representada pelo seu Presidente Celso Francisco Teixeira e o Diretor Financeiro Rodrigo Luciano Vilaça, além de alguns associados e amigos que também compareceram a reunião.

Segundo o pneumologista e diretor técnico do Hospital Júlia Kubitschek, Frederico Tadeu Assis Campos, há um alto índice de diagnósticos equivocados, que motivam, por via judicial, a indevida medicação de pacientes de hipertensão pulmonar. Para ele, além do problema do acesso do paciente ao tratamento, a prescrição errada gera risco à saúde e um custo alto e desnecessário ao Estado. "Temos um centro de referência que atende e encaminha corretamente os pacientes, mas é preciso que a rede estadual implante o protocolo adequado, que já é adotado em outros Estados", pediu. Para isso, Campos propôs à SES que seja redigido e validado o protocolo até o final do mês de agosto. "Mais que isso, pedimos que a Secretaria atue no sentido de cessar a cassação das liminares dos mandatos de segurança, pois tal prática, interrompe o tratamento dos pacientes que ganharam na justiça o direito de utilizar a medicação necessária, trazendo enormes prejuízos para a sua saúde devido ao chamado efeito “rebote”, disse.

O também pneumologista Renato Maciel fez coro às palavras do colega e lembrou que a maior angústia dos especialistas em hipertensão pulmonar é a dispensa dos medicamentos dos pacientes que precisam, assim como a prescrição aos que não precisam. "Os protocolos existem há muito tempo, mas ainda não estão em prática no Estado. A SES é bem intencionada, mas as decisões têm sido muito morosas", alertou.

A coordenadora da Promotoria de Saúde de Belo Horizonte, promotora Josely Ramos Pontes, chamou atenção também para a "juridicialização" do atendimento aos pacientes da doença. De acordo com ela, por não haver um protocolo que regulamente o tratamento, há diversos casos de pacientes que recorrem à Justiça para ter acesso aos medicamentos. Para ela, o Estado precisa agir mais objetivamente no sentido de solucionar o problema. "Não há explicação técnica do governo, que força a cassação das liminares e interrompe o tratamento dos doentes. O grande gargalo é a assistência farmacêutica, que é falha", afirmou.

Estado propõe criação de comissão temática para melhorar o sistema

O coordenador do Núcleo de Doenças Complexas da SES, Carlos Dalton Machado, concorda que os principais desafios são a melhoria no acesso ao diagnóstico, a correta prescrição e distribuição dos medicamentos, além da melhoria na gestão do atendimento. Para ele, o ponto de partida é a formulação do protocolo de atendimento, produzido por meio de uma comissão temática, formada por especialistas, gestores e sociedade civil, para que sejam definidas as responsabilidades e a atuação do sistema. Para tanto, propôs a criação de pólos de atenção para estudos sobre a doença, a implantação de centros de referência e a definição de profissionais de referência. "Queremos garantir a correta avaliação clínica dos pacientes e a disponibilização da melhor tecnologia de tratamento, sem desperdício para o Estado e com o mínimo impacto para a economia familiar", disse.

Resultado - Os deputados Carlos Mosconi (PSDB), presidente da Comissão de Saúde, e Durval Ângelo tiveram requerimento aprovado para a realização de visita das comissões ao secretario de Saúde, Marcus Pestana, para entregar um ofício que solicita a inclusão do protocolo de atendimento das ações do Núcleo de Doenças Complexas, assim como já ocorre em outros Estados. O requerimento foi emendado pelo deputado Carlos Pimenta (PDT), que pediu também a criação de um centro de referência para melhorar a qualidade do atendimento dos pacientes, no que se refere ao diagnóstico e prescrição de medicamentos.

Os deputados Hely Tarqüínio (PV) e João Leite (PSDB) também cobraram uma solução sistêmica por parte de Estado, para se que criem diretrizes para o atendimento aos pacientes de hipertensão arterial pulmonar. "Temos que seguir o exemplo de São Paulo, que já adotou o protocolo adequado, para reduzirmos a 'juridicialização' do processo", sugeriu Tarqüínio.

Ao final da reunião, o deputado Carlos Mosconi disse que o Estado deve se estruturar para enfrentar o problema e acatou a sugestão do deputado Durval Ângelo, para que as comissões estabeleçam um prazo até o final de setembro para que seja feita nova visita ao secretário de Saúde, para verificar o que foi feito. "Precisamos transformar a necessidade em política pública permanente, para que a saúde seja desburocratizada", concluiu.

Presenças - Deputados Carlos Mosconi (PSDB), presidente da Comissão de Saúde; Durval Ângelo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos; Hely Tarqüínio (PV), João Leite (PSDB), Carlos Pimenta (PDT), Rêmolo Aloise (PSDB) e Ruy Muniz (DEM).

Volta ao Início


Home A AMiHAP Importante Documentos Sobre a HAP Palavra de Doutor Contato Depoimentos Notícias Passo a Passo

 Copyright or other proprietary statement goes here.
For problems or questions regarding this Web site contact [ProjectEmail].
Last updated:
07/03/08.