Associação Mineira de HAP

Hipertensão Arterial Pulmonar

Pacientes de HAP continuam sem medicamentos em Minas Gerais

Reportagem sobre a falta de medicamentos no Estado de Minas Gerais. Entrevista com a paciente Rosângela e com o Dr. Roberto Maxx.
O Estado continua desrespeitando os portadores de HAP

Band Minas Notícias

https://www.youtube.com/watch?list=UU4HvOqEHSll8ieikr6ffvqQ&v=uSzomAPtQ7o#t=134

 

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Pacientes com doença grave estão há dois meses sem remédio fornecido pelo estado

A Secretaria de Saúde de Minas afirma que houve atraso do fornecedor e que o problema deve ser resolvido ainda neste mês. Em contrapartida, a Associação Mineira de Hipertensão Pulmonar (Amihap) entrará com uma ação judicial contra o estado

João Henrique do Vale

Publicação: 26/03/2014 16:09 Atualização: 26/03/2014 16:15

Pacientes portadores de Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), doença grave que pode levar à morte em caso de tratamento inadequado, vêm sofrendo com a falta de medicamento. Distribuído gratuitamente pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), o remédio está em falta nas farmácias regionais desde fevereiro. O governo afirma que houve atraso do fornecedor e que o problema deve ser resolvido ainda neste mês. Em contrapartida, a Associação Mineira de Hipertensão Pulmonar (Amihap) entrará com uma ação judicial contra o estado.A doença é caracterizada por um aumento progressivo na resistência vascular pulmonar levando à sobrecarga e posterior falência do ventrículo direito. Isso leva a morte prematura do paciente. O tratamento é feito com dois medicamentos o Bosentana e o Sildenafil. As pessoas que são portadoras da HAP têm dificuldade para andar, subir escadas e até tomar banho. É o caso de Terezinha Costa Nogueira, de 66 anos.

Desde 2010, a idosa recebe o medicamento da Secretaria de Saúde, porém desde o final do ano passado, vem sofrendo com a falta do remédio. “É uma doença rara que pouca gente conhece. Sem esse medicamento, não posso subir a escada, nem andar muito. Com o remédio ajuda bastante e consigo fazer algumas dessas coisas. Desde de novembro o medicamento começou a faltar. A situação parecia ter sido resolvida, mas, agora, estou a dois meses sem o remédio”, afirma Terezinha Nogueira.

Antes de começar tomar o Bosentana 125 mg, ela tinha que fazer uso de oxigênio na maior parte do dia. “Com o remédio uso o oxigênio apenas para dormir. Agora, voltei a usar por mais de 15 horas por dia”, comentou a idosa. Em fevereiro ela conseguiu na farmácia regional o Bosentana 62,5 mg, mas não adiantou muito, já que sua dose é metade do outro e também dura apenas 15 dias.

O problema não é apenas de Terezinha. Diariamente, a Associação Mineira de Hipertensão Pulmonar (Amihap) recebe reclamações por parte de pacientes que também não conseguem o medicamento. “Infelizmente é uma doença grave que sem o tratamento adequado leva a óbito. Noss a preocupação é que sem o medicamento os pacientes sofram o efeito rebote da doença e os sintomas voltem de uma maneira muito forte e acabe levando as pessoas a morte”, diz o presidente da Amihap, Rodrigo Luciano Vilaça.

Para tentar resolver o problema, a Amihap pediu uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais para discutir o assunto. Também deve entrar com uma ação judicial contra a Secretaria de Saúde. “Fomos até a Comissão de Direitos Humanos e da Saúde para que tenhamos uma resposta sobre a falta de medicamentos. Também vamos entrar com uma ação judicial, porque o estado não está cumprindo com o que prometeu”, conta Viaça.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que houve o desabastecimento pontual no início do mês de março por atraso na entrega do medicamento bosentana 125mg pelo fornecedor, devendo ser regularizado ainda este mês. Conforme o documento, o remédio quando o remédio for entregue ele será distribuído imediatamente a todas as farmácias regionais.

Atualmente, segundo a SES, aproximadamente 300 pacientes com Hipertensão Arterial Pulmonar são atendidos pelo governo, que fornece os medicamentos sildenafil de 20 mg e bosentana de 62,5 e 125 mg.

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Descaso do Estado de Minas Gerais

A AMIHAP e os pacientes de hipertensão pulmonar espalhados pelo Estado de Minas Gerais, vem enfrentando o descaso da Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais com a falta de compromisso com a lei e principalmente contra os portadores da doença.

Há meses o atendimento na dispensação de medicamentos tem falhado, mês a mês a falta de Sildenafila e Bosentana tem tristemente se revesado trazendo medo e transtorno aos pacientes. Medo por que a doença ao ter o tratamento interrompido pode causar o efeito rebote que em alguns casos leva ao óbito. Porém a SESMG não leva em consideração o ser humano e trata as pessoas apenas como números onde tanto faz se morrer ou não.

Atualmente as desculpas são problemas licitatórios, logística, entre outros tão estapafúrdios que não valem a pena mencionar.

A culpa não é nossa, não é do paciente e nada do que se passa com compras de remédios é problema nosso. A constituição Federal diz que o Estado tem que cuidar das pessoas e ponto. As belas propagandas na TV de uma saúde de qualidade passa longe da realidade que Minas Gerais vive, o Governador Anastasia parece não tomar conhecimento de nada e vive em campanha eterna pela candidatura do Senador Aécio Neves a presidência da República. Ambos não fazem nada pelo nosso Estado, nunca fizeram e não demonstram interesse em fazer.

Quando vejo o Senhor Aécio dizer nas propagandas políticas “vamos conversar”, gostaria sinceramente de sentar com ele e conversar sobre tais problemas e o que de verdade aflige este povo mineiro, tão guerreiro, em especial os pacientes e familiares de HAP. Mas nos últimos anos não tenho conseguido sentar pra conversar nem com assessores da Secretaria de Saúde do Estado, nem com o Secretario de Saúde, muito menos com governador ou o próprio senador Aécio.

O que nos resta é continuar lutando. Vamos trilhar um movimento cada vez maior de denuncias e de pedidos junto a justiça para sermos tratados com dignidade.

Deixo aqui minha indignação e o meu apoio a todos que vivem a realidade triste da saúde no Estado de Minas Gerais.

 

Rodrigo Luciano
Pres. da AMIHAP
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Riociguat da Bayer recomendado para aprovação na União Europeia

O Comité Europeu dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) recomendou a aprovação do Riociguat em comprimidos para utilização em duas formas de hipertensão pulmonar, um grupo de doenças progressivas que colocam a vida do doente em risco: o tratamento de doentes adultos com hipertensão pulmonar tromboembólica crónica (HPTEC) inoperável, persistente ou recorrente após o tratamento cirúrgico, para melhorar a capacidade de exercício, e o tratamento de doentes adultos com hipertensão arterial pulmonar (HAP) para melhorar a capacidade de exercício, avança comunicado de imprensa.

Riociguat é o primeiro de uma nova classe de medicamentos, os estimuladores da guanilato ciclase solúvel (sGC). O seu novo modo de acção foi desenvolvido para atingir um mecanismo molecular chave subjacente à hipertensão pulmonar. A decisão final da Comissão Europeia sobre a aprovação está prevista para o primeiro semestre de 2014.

“Estamos muito satisfeitos com a recomendação do CHMP de aprovação do Riociguat, e estamos ansiosos para, mediante aprovação da Comissão Europeia, fazer chegar este medicamento aos doentes com estas doenças raras, graves e potencialmente fatais”, disse Kemal Malik (MB, BS), Membro do Comité Executivo da Bayer HealthCare e Head do Global Development.

“Riociguat é o primeiro fármaco a demonstrar eficácia em duas formas de hipertensão pulmonar, HAP e HPTEC. Para a HPTEC, a endarterectomia pulmonar é a opção de tratamento primária e potencialmente curativa. Não há, até à data, tratamento medicamentoso aprovado na União Europeia – no entanto, um número considerável de doentes com HPTEC não são operáveis, e em até 35% dos doentes operados, a doença pode persistir ou recorrer”.

“A consistência e a robustez dos resultados positivos dos ensaios clínicos CHEST e PATENT são substanciais: o Riociguat demonstrou eficácia clínica significativa e sustentada e segurança em doentes com HAP sem tratamento prévio e em doentes pré-tratados com antagonistas dos receptores de endotelina (AREs) ou com prostanoide em monoterapia, bem como em doentes com HPTEC inoperáveis ou com HPTEC persistente ou recorrente após cirurgia. Até agora, nenhum outro tratamento farmacológico mostrou efeito significativo em HPTEC “, disse Ardeschir Ghofrani, Investigador Principal e Professor no Hospital Universitário de Giessen e Marburg, na Alemanha. “Para os doentes de ambos os grupos, HAP e HPTEC, bem como para os seus médicos, o tratamento com Riociguat permitiu observar melhorias clínicas de alta relevância em vários dos objectivos definidos nos ensaios, tais como, a teste de 6 minutos de marcha, a hemodinâmica cardiopulmonar, a Classe Funcional da OMS e um biomarcador relacionado com a doença”.

A recomendação do CHMP é baseada nos resultados dos dois ensaios mundiais de fase III duplamente cegos, randomizados e controlados por placebo CHEST-1 e PATENT-1, assim como nos resultados interinos, disponíveis no momento, dos ensaios de extensão a longo prazo CHEST -2 e PATENT- 2. Estes avaliaram a eficácia e segurança de Riociguat oral no tratamento de HPTEC e HAP respectivamente. A HAP e a HPTEC são duas formas raras e potencialmente fatais de hipertensão pulmonar caracterizada por um aumento significativo da pressão nas artérias pulmonares.

Ambos os estudos de fase III com Riociguat atingiram o objectivo primário, uma melhoria na capacidade de exercício, após 16 e 12 semanas, respectivamente. O Riociguat também demonstrou melhorias consistentes em vários objectivos secundários relevantes e foi geralmente bem tolerado, com um bom perfil de segurança. Os resultados de ambos os ensaios foram publicados no New England Journal of Medicine (NEJM), em Julho de 2013. O programa de desenvolvimento de fase III CHEST e PATENT continua com os ensaios de extensão a longo prazo, CHEST-2 e PATENT-2, mostrando nas primeiras análises interinas, um bom perfil de segurança e eficácia sustentada ao longo de um ano. As reacções adversas mais frequentemente relatadas, que ocorreram em ≥ 10% dos doentes sob tratamento com Riociguat (até 2,5 mg três vezes por dia), foram cefaleias, tonturas, dispepsia, edema periférico, náuseas, diarreia e vómitos.

O Riociguat foi aprovado nos EUA para utilização em HPTEC e HAP em Outubro de 2013, no Canadá e Suíça na indicação de HPTEC, em Setembro e Novembro de 2013, bem como no Japão em HPTEC em janeiro de 2014. Em Fevereiro de 2013, a Bayer HealthCare submeteu o Riociguat para aprovação regulamentar na União Europeia, em ambas as indicações.

 Fontehttp://www.rcmpharma.com/actualidade/medicamentos/06-02-14/riociguat-da-bayer-recomendado-para-aprovacao-na-uniao-europeia

 

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SUS oferecerá mais quatro remédios para doenças pulmonares em 2014

Ministério diz que cerca de 5 mil pessoas utilizam os quatro medicamentos.
Remédios são usados contra câncer e hipertensão arterial pulmonar.

Filipe MatosoDo G1, em Brasília

O Ministério da Saúde passará a distribuir pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quatro novos medicamentos para doenças pulmonares a partir de 2014 – Ambrisentana e Bosentana (hipertensão arterial pulmonar), Erlotinibe e Gefitinibe (câncer de pulmão). Portarias que autorizam a distribuição dos remédios foram publicadas na edição desta sexta-feira (8) no “Diário Oficial da União”.

De acordo com o ministério, a estimativa é que cerca de 5 mil pessoas no país utilizam esses quatro medicamentos.

Segundo a pasta, a Ambrisentana e a Bosentana – usadas para o tratamento da hipertensão arterial pulmonar – fazem com que as artérias dos pulmões se dilatem, o que faz diminuir a pressão sanguínea. Em 2012, foram registradas 1.181 internações e 633 mortes pela doença.

Já os medicamentos para o tratamento do câncer de pulmão, Erlotinibe e Gefitinibe, segundo o ministério, inibem o crescimento, multiplicação e sobrevida das células cancerígenas.

Em nota, a pasta informou que no ano passado 18.154 pessoas com a doença foram internadas. Foram registradas em 2011, envolvendo câncer de pulmão e de brônquios, 22,3 mil mortes.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse em nota que os medicamentos para o tratamento do câncer de pulmão são “extremamente caros”.

“Segundo estimativas, estes medicamentos devem atender a cerca de 20% dos pacientes que, atualmente, são portadores de câncer de pulmão. São medicamentos extremamente caros, e muitas pessoas, não poderiam ter acesso a eles se não fosse pelo SUS”, afirmou.

De acordo com a assessoria do ministério, os remédios para hipertensão arterial pulmonar vão custar ao SUS R$ 530, cada um. A estimativa da pasta é gastar R$ 12,5 milhões por ano para a compra dos medicamentos.

Em relação aos destinados ao tratamento do câncer de pulmão, o ministério informou que não terá aumento de custos para o SUS, pois a compra é feita pelos hospitais que possuem tratamento para este tipo de câncer.

Distribuição no SUS
De acordo com o ministério, o SUS tem 180 dias para disponibilizar os medicamentos à população. “Esse prazo permite que o Ministério da Saúde defina a forma de compra do produto, que pode ser centralizada (sob responsabilidade do governo federal) ou descentralizada (com subsídios de estados e municípios)”, informou a pasta em nota.

Medicamentos contra câncer e artrite
Nessa quinta-feira (7), o Ministério da Saúde anunciou ainda um acordo com dois laboratórios privados para a produção de seis medicamentos: Rituximabe, Bevacizumabe, Cetuximabe, Trastuzumabe (para diferentes tipos de câncer) e Etanercepte e Infliximabe (para tratamento de artrite). Esses medicamentos são os primeiros de um grupo de 14 remédios para tratamento oncológico e de doenças degenerativas que o governo quer passar a fabricar.

O acordo, chamado de Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), foi firmado com o laboratório multinacional Merck e com o brasileiro Bionovis. Pelo acordo, o Bionovis receberá da Merck a tecnologia necessária para a fabricação dos medicamentos e a repassará a institutos públicos (Fundação Oswaldo Cruz e Instituto Vital Brasil). Durante o período do acordo (cinco anos), o governo assegura a compra dos medicamentos dos laboratórios privados.

Fonte: Bem Estar – Rede Globo

 

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FDA aprovou riociguat da Bayer

A Bayer HealthCare anunciou que a U.S. Food and Drug Administration (FDA) aprovou o riociguat, comprimidos, para utilização em duas formas graves de hipertensão pulmonar, um grupo de doenças progressivas e potencialmente fatais: tratamento de doentes com Hipertensão Pulmonar Tromboembólica Crónica (HPTEC) persistente/recorrente (Grupo 4 OMS) após cirurgia ou HPTEC inoperável para melhorar a capacidade de exercício e a classe funcional OMS; e também no tratamento de adultos com Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) (Grupo 1 OMS) para melhorar a capacidade de exercício, melhorar a classe funcional OMS e atrasar o agravamento clínico, avança comunicado de imprensa.

O riociguat é o único tratamento aprovado nos EUA para utilização em dois tipos de hipertensão pulmonar. É o único fármaco aprovado pela FDA para HPTEC inoperável ou persistente/recorrente após cirurgia. No mês passado, o riociguat foi aprovado no Canadá na indicação de HPTEC.

“A aprovação da FDA é um marco importante nos nossos esforços para fornecer aos doentes e aos médicos uma nova opção de tratamento para esta doença rara, grave e potencialmente fatal: é o primeiro fármaco a ser aprovado na HPTEC inoperável ou persistente/recorrente após cirurgia e é também uma importante nova classe de tratamento para doentes com HAP” referiu o Dr. Kemal Malik, membro do Bayer HealthCare Executive Committee e Head of Global Development.

“Os ensaios clínicos CHEST-1 e PATENT-1 atingiram os endpoints primários ao demonstrarem uma melhoria estatisticamente significativa na capacidade de exercício medida pelo teste de 6 minutos de marcha (T6MM), um marcador da gravidade da doença e um factor de previsão de melhoria do prognóstico nos doentes com hipertensão pulmonar” disse o investigador principal Professor Ardeschir Ghofrani do Hospital Universitário Giessen e Marburg, Alemanha.

“Riociguat é o primeiro fármaco a demonstrar eficácia em duas formas distintas de hipertensão pulmonar. A extensão e a consistência de melhorias nos endpoints primários e nos múltiplos endpoints secundários como demonstrado no tratamento com Riociguat, são impressionantes. O CHEST-1 e PATENT-1 fornecem informações abrangentes em relação aos parâmetros que formam a base para as decisões terapêuticas e são relevantes na prática clínica diária para os doentes e médicos, como por exemplo, teste de 6 minutos de marcha (T6MM), hemodinâmica cardiopulmonar, classe funcional OMS e num biomarcador da doença”.

HAP e HPTEC são duas formas raras e potencialmente fatais da hipertensão pulmonar, caracterizadas por um aumento significativo da pressão nas artérias pulmonares. A aprovação do riociguat baseia-se em dados de dois ensaios clínicos globais de fase III, CHEST-1 e PATENT-1, com dupla ocultação e controlados por placebo, assim como de dados da extensão a longo prazo do CHEST-2 e PATENT-2 disponíveis à data. Estes estudos investigaram a eficácia e segurança de riociguat oral no tratamento de HPTEC e HAP respectivamente. Os dois estudos de fase III, CHEST-1 e PATENT-1, atingiram o endpoint primário, uma melhoria na capacidade de exercício após 16 e 12 semanas respectivamente. O riociguat também demonstrou melhorias consistentes nos vários endpoints secundários e foi geralmente bem tolerado com um bom perfil de segurança.

Os efeitos adversos mais frequentes, que ocorreram em 10% ou em maior número nos doentes que fizeram tratamento com Riociguat (até 2.5 mg TID) foram cefaleias, tonturas, dispepsia, edema periférico, náuseas, diarreia e vómitos.

Os resultados dos estudos foram publicados no New England Journal of Medicine (NEJM) em Julho de 2013.

Os ensaios de Fase III, CHEST-1 e PATENT-1 continuaram com extensões em regime aberto, o CHEST-2 e PATENT-2.

Em Fevereiro de 2013 a Bayer HealthCare submeteu o pedido de aprovação na União Europeia e em Maio de 2013 no Japão.

O Riociguat foi descoberto e desenvolvido pela Bayer e é o primeiro membro de uma nova classe de fármacos, os estimuladores da guanilato ciclase solúvel (sGC).

fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/medicamentos/24-10-13/fda-aprovou-riociguat-da-bayer

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HAP: o ponto máximo da falta de ar (fonte: Diário do Nordeste)

A Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) é uma doença grave, crônica, cujos sintomas se apresentam apenas em estágios mais avançados e, após o diagnóstico, a sobrevida média é de oito meses a dois anos.

Dra. Jaquelina Ota, reforça a falta de políticas públicas de saúde voltadas para o tratamento e diagnóstico da HAP no País FOTO: DIVULGAÇÃO

A HAP acomete principalmente mulheres jovens entre 30 e 40 anos, de acordo com a média de pacientes que são atendidos nos centros de referência. Estes, por sua vez, são hospitais onde existe o acesso a tratamentos e diagnósticos, mas que estão disponíveis apenas em alguns estados. Entre eles, está o Ceará, onde o atendimento é realizado no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM).

As causas estão associadas a fatores desconhecidos (idiopáticas), aos remédios para emagrecer (anorexígenos), à cardiopatia congênita, ao vírus HIV e à esquistossomose. No entanto, quem necessita de tratamento no Brasil, é preciso contar com uma estrutura incipiente e pouco amparada em termos de medicamentos, havendo apenas dois deles disponíveis dentre uma variedade de nove drogas.

Segundo a pneumologista Jaquelina Ota, coordenadora do Grupo de Circulação Pulmonar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a situação é resultado da falta de políticas públicas de saúde voltadas para o tratamento e diagnóstico da doença no País. “Há 10 anos, o tratamento era com terapia, mas hoje sabemos como proceder. Existem medicamentos que levam à dilatação dos vasos pulmonares e diminuem a proliferação dos mesmos, controlando a HAP e gerando uma melhora na sobrevida do paciente, mas só estão disponíveis duas opções”.

Doença órfã

Outro agravante é o diagnóstico tardio. “Há falhas no sistema de saúde, porque a doença é silenciosa e órfã. Geralmente, quando aparecem os primeiros sintomas, o quadro já está avançado. O médico leva cerca de 2 anos para considerar a HAP”, diz.

A médica reforça que ainda são poucos profissionais que estão habilitados a tratar a doença. “Há muita gente com cansaço e falta de ar sem diagnóstico adequado”. Isso porque o sintoma da falta de ar pode estar relacionado a outras doenças, como insuficiência cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crônica, asma, e também HAP. A falta de ar pode começar naturalmente e a investigação cabe ao médico.

Por isso, as campanhas são voltadas aos médicos, a fim de alertá-los para a HAP, trazendo à tona a possibilidade no instante do diagnóstico. “Capacitar os médicos para entender a doença é fundamental”, ratifica.

Suporte médico

No entanto, é preciso aprimorar a estrutura, já que de acordo com Jaquelina Ota, não há agilidade no processo para disponibilizar a medicação em um estado específico, atrasando o tratamento e agravando o quadro geral do paciente. “Contamos com medicação desde 2007, mas, apesar desse avanço, ainda há um vácuo muito grande para garantir um protocolo nacional em prol do diagnóstico e do tratamento desses pacientes”.

Quando a doença é descoberta e tratada precocemente, existem grandes chances de um aumento na sobrevida. “Com o tratamento há pacientes tratados há 8 anos”, afirma. Vale ressaltar que a progressão da doença ocorre no prazo de um ano.

Minimizar os danos

Há alguns cuidados que podem garantir a melhora na qualidade de vida do paciente de HAP. Controlar os sintomas é um deles. É necessário evitar atividade física intensa por conta da falta de ar progressiva (exercícios de pouco impacto são benéficos). Ser imunizado contra gripe e pneumonia. Não é recomendada a gestação, nem a ingestão de grandes quantidades de sal e de líquidos. A alimentação adequada é indispensável.

FIQUE POR DENTRO

A ação da HAP afeta o corpo como um todo

Geralmente, os vasos sanguíneos do pulmão são diferentes dos vasos existentes no corpo todo (os chamados vasos sistêmicos). A pressão no pulmão corresponde a 1/4 ou 1/5 da pressão sistêmica. Para haver o bombeamento do sangue no organismo, ele é bombeado para o lado direito do coração, o qual faz a mesma ação para o pulmão, onde ocorre a troca gasosa.

Na HAP, por diversas causas, ocorre a proliferação das células que formam os vasos, gerando uma vasoconstrição. Eles se fecham e a resistência do pulmão aumenta, promovendo sobrecarga do lado direito do coração. Devido ao aumento da pressão na circulação pulmonar, acomete-se a HAP.

Diante da dificuldade de oxigenar o sangue, os sintomas mais comuns são cansaço, dor no peito e tontura. A cianose (coloração azulada ou arroxeada na boca, na pele ou nas unhas), decorrente a falta de oxigênio no sangue é um sinal referente aos casos graves da doença.

VICKY NÓBREGA *
ESPECIAL PARA O VIDA

*A repórter viajou a convite da Bayer Health Care

Fonte: DIÁRIO DO NORDESTE

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A importância do cateterismo

/imagenes/0000/1935/fotocateterismo.jpgAs técnicas de cateterismo foram desenvolvidas na primeira metade do século XX em grandes centros médicos dos EUA e Europa. Os primeiros estudos são da década de 1920. Para se ter uma ideia da importância desse exame, os três pesquisadores que mais ajudaram a desenvolver as técnicas e interpretar os resultados, ganharam o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1953. O cateterismo é o principal exame que dá a certeza do diagnóstico e é considerado o exame padrão ouro para o diagnóstico da HAP.

O cateterismo é realizado para avaliar o estado de funcionamento e medir as pressões do coração e pulmão. O cateter é um dispositivo médico que é introduzido em uma veia (do braço, da perna ou do pescoço) e vai até os grandes vasos dos pulmões. O cateter é capaz de medir a pressão do sangue que passa dentro dos pulmões e também é capaz de medir o número de litros que o coração consegue bombear por minuto – esses dados são fundamentais para realizar o diagnóstico e planejar o tratamento dos pacientes. O exame demora cerca de 20 a 30 minutos. O paciente não precisa de internação e não é necessária anestesia geral (somente nas crianças para que permaneçam quietas e não sintam desconforto) ou mesmo sedação.

“Não existe nenhum exame capaz de substituir o cateterismo para diagnóstico de HAP. Existem exames que estimam pressões e débito cardíaco, mas nenhum tão completo como o cateterismo”, afirma Dr. Carlos Jardim Pneumologista do Instituto do Coração – InCor _ Instituto do Coração da Universidade de São Paulo, quando perguntado sobre algum outro exame capaz de diagnosticar com precisão a HAP.

O exame não possui contraindicação, porém alguns cuidados devem ser tomados quanto ao local de punção e com a avaliação da coagulação do sangue do paciente. E alguns casos a realização do cateterismo deve ser evitada até que o paciente venha a ter boas condições clínicas, para que possa ser realizado com maior segurança, como nessas situações: anormalidades de eletrólitos, febre – doenças infecciosas, insuficiência renal aguda, insuficiência cardíaca descompensada, alergia grave ao contraste iodado, alteração da coagulação, hipertensão muito descontrolada e gravidez.

O cateterismo cardíaco é normalmente realizado em crianças e recém-nascidos quando portadores de algum tipo de cardiopatia congênita. As crianças, inclusive podem receber tratamento durante o cateterismo, evitando muitas vezes uma cirurgia cardíaca. “O exame é realizado com anestesia geral para que permaneçam quietas e não sintam dor durante o exame. É essencial que seja realizado por profissionais especializados e que tenham experiência em realizar exames em crianças”, Relata a hemodinamicista Célia Silva, médica Coordenadora do setor de Cardiologia Pediátrica da Unifesp – Universidade Federal de São Paulo.

E relação a dor do exame, segundo Dr Carlos Jardim, é muito pequena. “Na verdade só dói no momento da entrada da agulha na pele – não é muito diferente de colher um exame de sangue no laboratório. Quando o cateter está dentro do corpo, não há dor ou desconforto. Muitos pacientes fazem até exercício durante o cateterismo para ajudar no diagnóstico. As complicações do cateterismo acontecem em menos de 1% dos casos e na maioria das vezes os pacientes nem precisam ficar internados”, revela. O exame é realizado somente em hospitais ou centros de referência em HAP que tem serviço de hemodinâmica, UTI ou CTI. A hemodinâmica é o setor do hospital em que os cateterismos são realizados por médicos treinados para realizar somente esse tipo de exame. Se não houver esse serviço, o exame pode ser realizado num leito UTI/CTI, pois para que se possa obter todos os dados necessários é necessária uma aparelhagem complexa que somente há nesses setores. “Os médicos hemodinamicistas devem ter experiência em realizar cateterismo no lado direito do coração. Esse cuidado deve ser tomado para que a avaliação seja completa e os dados sejam coletados da forma mais adequada e confiáveis”, ressalta Dra. Célia Silva.

Fonte: Portal HAP

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HC/UFPR é o único do Paraná a realizar teste diagnóstico de hipertensão pulmonar

O Laboratório de Função Pulmonar do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC/UFPR) é o único  do estado do Paraná a realizar um teste chamado cateterismo cardíaco direito, pelo qual é possível observar como se comporta a hipertensão pulmonar. É baseado nesse teste, que se indica o tratamento adequado para cada paciente da doença. Trata-se do teste de vasorreatividade pulmonar com óxido nítrico. No Brasil inteiro, são poucos os locais que fazem o referido teste.

Levando em consideração que o tratamento da doença é extremamente caro, podendo chegar a um custo mensal de R$ 5 mil a R$ 10 mil, há um processo burocrático para a liberação dos medicamentos por parte do governo. É aí que entra a importância do teste disponibilizado pelo Laboratório de Função Pulmonar do HC, que verifica se as pessoas realmente precisam dos medicamentos, para que possam solicitá-los junto ao Estado.

Uma das características da artéria pulmonar (que carrega sangue, a partir dos ventrículos do coração, para o pulmão) é a baixa pressão dentro dela. Na hipertensão pulmonar, a pressão dessa artéria aumenta muito e, então, o sangue tem dificuldades para passar. O portador da doença, em virtude disso, tem dificuldades para captar o oxigênio. Ele sente falta de ar e conta com baixa oxigenação no sangue. “Quanto mais precocemente se iniciar o tratamento, menos o coração irá sofrer, e o prognóstico fica muito melhor. Se deixar para diagnosticar muito tardiamente, o remédio não fará mais efeito. O coração já terá ficado doente de forma irreversível”, explica o médico pneumologista João Adriano de Barros, responsável pelo Laboratório de Função Pulmonar do HC.

O médico ainda alerta para o principal sintoma da doença, que a falta de ar. “Alguns pacientes têm a sensação de que vão desmaiar por causa da falta de oxigênio para o cérebro. Alguns sentem, também, dor no peito”, conta.

Há formas de hipertensão pulmonar que são mais comuns e estão associadas a doenças do coração ou do pulmão, mas a hipertensão arterial pulmonar é rara. “O tratamento dessa doença evoluiu muito de uns cinco anos para cá, e os pacientes apresentaram grandes melhoras com isso. Antigamente, as pessoas acabavam falecendo, mesmo, por causa da doença. Hoje, não existe ainda uma perspectiva sobre se a cura será total ou parcial, mas o tratamento evoluiu muito, e temos a noção de que estamos no caminho certo”, considera o médico.

Para ter o devido tratamento, as pessoas que têm sintomas de falta de ar (dificuldades na respiração) devem procurar o seu médico ou posto de saúde. O paciente irá fazer um exame de triagem chamado ecocardiograma (uma ecografia do coração). Esse exame pode detectar se o paciente está com o sinal de hipertensão pulmonar. Se tal sinal for detectado, ele será encaminhado para o Hospital de Clínicas da UFPR, onde será avaliado se há indicação para que ele faça o cateterismo cardíaco. Então, o paciente receberá orientações sobre como será tratada. “Se ele vai continuar aqui no Hospital ou voltar a ser tratado pelo seu médico, vai depender do paciente ou do próprio médico. A gente só quer fazer o diagnóstico e, realmente, demonstrar que ele tem a doença e que precisa ser encaminhado para o tratamento”, conclui o médico pneumologista João Adriano de Barros.

Fonte: mkt@hc.ufpr.br

 Leia também a entrevista do Cardiologista suíço Maurice Beghetti que expõe o dilema ético de transplantar órgãos em portadores de doença pulmonar rara e defende regras claras para os casos em que há poucas chances de vida, clicando aqui.

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Medicamento mostra eficácia para dois tipos de hipertensão pulmonar

Pacientes com hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTEC) estão próximos de conhecer uma forma inédita de tratamento. Durante a reunião anual do American College of Chest Physicians, em outubro, foram anunciados resultados do estudo com o primeiro medicamento para a doença, um dos cinco subtipos da hipertensão pulmonar. Pacientes tratados com riociguat tiveram melhora significativa no teste de caminhada que avalia o quadro. O estudo mostrou ainda segurança para indicação do remédio como terapia única ou combinada com outras drogas, para tratar a hipertensão arterial pulmonar (HAP), outro subtipo.

Nos estudos de fase III do medicamento, último antes que seja submetido às agências de regulação, o riociguat foi bem tolerado. As reações adversas mais frequentes foram tontura, dor de cabeça, edema periférico e sintomas gastrointestinais. Nessa fase, estão sendo avaliadas a eficácia e a segurança do medicamento via oral no tratamento de pacientes com hipertensão pulmonar tromboembólica crônica ou inoperável, ou hipertensão pulmonar persistente ou recorrente após a endarterectomia pulmonar, como é conhecido o tratamento cirúrgico disponível para a doença. Vinte e seis países estão envolvidos na pesquisa.

Segundo Kemal Malik, membro do Comitê Executivo e chefe de Desenvolvimento Global da Bayer HealthCare, há planos de enviar o riociguat para autorização de comercialização ainda no primeiro semestre de 2013. Para o professor Ardeschir Ghofrani, do University Hospital Giessen and Marburg, na Alemanha, principal pesquisador do estudo, os dados até aqui são encorajadores. “Os resultados clínicos positivos observados em pessoas com HAP e HPTEC nos dão provas de que o princípio de ação do riociguat pode ser importante para sua administração bem- sucedida.”

A hipertensão pulmonar é um grupo de patologias que tem como fator comum a elevação da resistência vascular pulmonar e o consequente aumento da pressão na artéria pulmonar, levando à hipertrofia e falência do ventrículo direito. A HPTEC é fatal e tem diagnóstico tardio. Suas causas não estão totalmente esclarecidas, mas a oclusão dos vasos pulmonares com coágulos de sangue que levam a um gradual aumento da pressão nas artérias pulmonares pode ocorrer depois de episódios de embolia pulmonar. O tratamento-padrão é a endarterectomia pulmonar, mas um número considerável de pacientes não pode ser operado.

Segundo Flávio Mendonça Andrade da Silva, vice-presidente da Sociedade Mineira de Pneumologia e Cirurgia Torácica, o tromboembolismo agudo é definido como a migração de um ou mais coágulos das veias sistêmicas para o leito vascular pulmonar. “Define-se HPTEC como o quadro de hipertensão pulmonar observado depois de um período mínimo de seis meses depois de pelo menos um episódio de embolia pulmonar, desde que excluídas outras causas de hipertensão pulmonar.” A incidência nos Estados Unidos é de um caso a cada mil pessoas. No Brasil, cerca de 2% a 4% dos casos de embolia pulmonar aguda evoluem para HPTEC.

O diagnóstico, de acordo com o especialista mineiro, começa pela queixa mais comum: uma piora na capacidade de respirar. O principal exame para o diagnóstico é o ecocardiograma, que estima a pressão na artéria pulmonar. Também ajudam a confirmar a doença os exames que comprovam o tromboembolismo pulmonar, como a cintilografia pulmonar, a angiotomografia computadorizada do tórax e por último a avaliação hemodinâmica invasiva. Segundo a cardiologista Gisela Meyer, responsável pelo Centro de Hipertensão Pulmonar do Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre, o prognóstico é muito ruim para os pacientes que não têm indicação de serem submetidos à cirurgia de remoção dos trombos, quadro em que atuará o novo medicamento, se aprovado.

TRATAMENTO Na década de 1990, quando ainda não existia qualquer medicamento para a hipertensão pulmonar, foi realizado um registro de pacientes com hipertensão arterial pulmonar idiopática, outro subtipo, nos EUA. Naquela época, observou-se que a sobrevida mediana desses pacientes era de 2,8 anos. Segundo Jaquelina Sonoe Ota Arakaki, coordenadora do Grupo de Circulação Pulmonar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), dados do registro americano foram recentemente publicados, e aproximadamente 2600 pacientes estão sendo acompanhados. “A sobrevida em cinco anos foi de 58%. Portanto, podemos dizer que a sobrevida média subiu de três para cinco anos. Houve um grande avanço sim, mas a doença ainda tem  evolução desfavorável e não tem cura.”

Como há uma obstrução dos vasos pulmonares por trombos organizados, essa barreira aumenta a resistência nos vasos pulmonares com consequente sobrecarga ao lado direito do coração, que leva o sangue para o pulmão a realizar a troca gasosa (oxigênio e gás carbônico). Dessa forma, além do comprometimento da troca gasosa, ocorre a falência do coração direito, levando aos sintomas de cansaço, falta de ar, tonturas e até desmaios. O melhor tratamento, que pode ser curativo, é a cirurgia, quando os trombos são retirados. Porém, entre 30% e 50% dos casos, dependendo da experiência do centro ou particularidades do caso, os trombos são muito periféricos e não acessíveis a cirurgia.

Segundo Jaquelina Arakaki, nessa situação específica o paciente poderia se beneficiar de medicações que levam à dilatação dos vasos pulmonares. “Estudos anteriores demonstraram que na HPTEC, além do aumento da resistência vascular pulmonar por trombos organizados, existem lesões nos vasos pulmonares semelhantes às observadas na HAP, com proliferação das células que formam os vasos, justificando estudos com as medicações que atuam na circulação pulmonar.”

A especialista acredita na aprovação do riociguat, indicado para aqueles pacientes com trombos organizados inacessíveis e, por isso, sem chances de recorrer à cirurgia. “A medicação não vem para substituir a cirurgia, e sim para tratar aqueles que não podem operar. Como além dos trombos existem lesões nos vasos arteriais do pulmão em alguns casos, mesmo com a cirurgia, o paciente pode continuar com hipertensão pulmonar residual, sendo esta mais uma indicação para o riociguat. Sem dúvidas o medicamento representa um avanço considerável.”

NOVIDADE O riociguat, ainda em investigação, é um medicamento oral com abordagem inédita para tratar dois subtipos da hipertensão pulmonar: a hipertensão pulmonar arterial, que já dispõe de medicamentos, e a hipertensão pulmonar tromboembólica crônica, para a qual não existe tratamento medicamentoso.

MODO DE AÇÃO A hipertensão pulmonar está associada à disfunção endotelial, à síntese diminuída do óxido nítrico e à estimulação insuficiente da via NO-cGMP-sGC. Primeiro membro dessa nova classe de compostos, o riociguat é um estimulador da guanilato ciclase solúvel (sGC), enzima presente no sistema cardiopulmonar. Quando o óxido nítrico se liga ao sGC, a enzima catalisa a síntese de uma molécula cíclica que tem papel importante na regulação do tônus vascular, proliferação, fibrose e inflamação. Por causa desse novo modo de ação, o medicamento em estudo é visto como esperança para tratar os dois subtipos de hipertensão pulmonar.

Fonte: Estado de Minas – Publicação: 02/12/2012 00:12 Atualização: 02/12/2012 07:42
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